As primeiras coisas primeiro



Sou da opinião de que, para promover transformações, é preciso começar pelos nossos arredores, identificando o que pode – ou deve – ser feito para mudar e, partindo das ações mais simples, de dentro pra fora, arregaçar as mangas e ir à luta. 

O conceito de agir de dentro para fora, partindo do menor para o maior, das coisas mais simples e próximas para as mais complexas e distantes tem norteado muitas ações em minha vida pessoal e profissional, esta principalmente.

Quando a Sator deixou de ser apenas um esboço e se tornou uma empresa de fato, eu decidi que ela teria desde o começo a missão de oferecer soluções empreendedoras, conscientes e transformadoras para organizações e pessoas comprometidas com atitudes que garantissem o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e socioambiental.

Tão logo a empresa iniciou suas atividades, me deparei com o seguinte questionamento: como oferecer soluções empreendedoras, conscientes e transformadoras se não agimos de acordo com nossa missão? A resposta era simples e estava literalmente dentro de mim. Eu percebi que para levar adiante a missão à qual me dedicava eu teria uma importante lição de casa para fazer: eu precisava começar essa transformação por mim mesma.

A transformação, contudo, é um processo que se expande a partir de seu ponto inicial e se irradia, tal qual ondas produzidas por uma pedra atirada na água, para todos os envolvidos num mesmo sistema. A partir de mim para meus colegas, a partir da Sator para todos os nossos públicos e – por que não? – a partir de nós, para todos os envolvidos nessa intrincada rede que é a comunicação social. 

A Sator se estabeleceu como uma empresa transparente, de gestão vertical e que leva estes conceitos para todos os envolvidos. Com a lição de casa feita, como conseguimos sensibilizar nossos pares? Essa ideia simples – ouso dizer que sua força se deve à simplicidade inicial – foi a gênese de todo o conceito a partir do qual surgiu o Unomarketing. A partir desse ponto, a simples ideia evidenciou o que há muito precisava ser feito nos meios de comunicação: adotar uma postura transparente, consciente e responsável.

A nossa iniciativa nasceu de dentro para fora no contexto que estamos inseridos. E é isso que queremos mostrar com a nossa plataforma de comunicação consciente, que consiste no lançamento do portal, dos dossiês, do mapeamento e do seminário: mostrar que é possível que empresas e profissionais de comunicação consigam desempenhar o papel preponderante na formação de uma nova sociedade, a partir da comunicação da sustentabilidade e para a sustentabilidade.


Paula Faria

 


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